![]() |
| Clique na imagem e veja a fonte |
De qualquer maneira, a monografia é a oportunidade de apresentar suas competências e habilidades adquiridas ao longo do curso. Meu orientador disse que monografia trata-se de uma revisão bibliográfica comentada. Assim, ao longo da produção do trabalho, o aluno precisa aprender novos conceitos e estruturá-los aos que já conhece e produzir algo relevante. Muitas vezes, porém, ao terminar de apresentar o seu trabalho, poucos alunos podem agradecer pelo sentimento de contribuição acadêmica. Evidentemente, este é um ponto de vista pessoal, mas não acredito ser muito distante da realidade de tantos outros colegas.
Estão presentes, ainda, as grandes dificuldades que o aluno enfrenta em seu trabalho como: arrependimento da escolha do tema, dificuldade de encontrar a metodologia correta, problemas com as referências bibliográficas, tempo do aluno concorrido com outras atividades e, por que não dizer, problemas com a orientação.
Nessa fase acadêmica, alunos e professores levantam a bandeira dos conhecimentos que são necessários para a formação de um profissional, mais especificamente de um economista. O economista precisa saber isso e aquilo, ser capaz de raciocinar desse e daquele jeito, precisa compreender esta e aquela teoria. Pouco se discute, porém, em que somos úteis à sociedade.
Já comentei por aqui algumas vezes, que todo aluno de economia sofre com aquelas perguntas de familiares e amigos sobre o que faz o economista. As pessoas sabem definir as atividades básicas de um engenheiro, médico, advogado, contador, administrador, arquiteto, paleontólogo e outras profissões. Mas o que faz o economista? E a pergunta mais delicada, para que a sociedade precisa de um economista? Viveríamos muito bem sem esse profissional.
Sou partidário da ideia de que nenhum conhecimento é inútil, mas existem profissionais inúteis. Esse meu posicionamento é em relação ao profissional de uma ciência e não de toda ela. Toda ciência precisa ser útil, do contrário ela não passa de uma coletânea para distrações em noites de insônia. A teoria não precisa ser igual à prática, nem a realidade precisa ser idêntica à teoria, mas se elas não se cruzam nunca, qual a finalidade dela senão servir para confabulações retóricas?
Não desejo aqui inflamar o ódio a todos que estudam sem a preocupação dessa contribuição, trata-se apenas de uma análise de toda uma vida acadêmica e profissional. Durante a graduação, não podemos opinar, não somos incentivados a inovar o conhecimento e quebrar paradigmas. Na monografia, somos adestrados a repetir o que já foi dito, pois não alcançamos, ainda, a essência do conhecimento para sustentar qualquer tese. Se quiser atingir esse objetivo, o aluno deverá estudar mais, produzir artigos, encarar um mestrado e depois um doutorado e aí sim, ser alguém útil.
Por isso mesmo, muitos alunos buscam a especialização latu sensu para que possam utilizar seus conhecimentos em sua carreira e, desta forma, contribuírem com o desenvolvimento da profissão. Devo resguardar-me dos possíveis ataques, não estou afirmando que o doutorado é pior ou não que o MBA e afins. Quero definir, os sentimentos diversos que um recém-formado economista possui e que os leva para caminhos distintos dali em diante.

Aí, Daniel:
ResponderExcluirBela reflexão. Vi uma imagem interessante sobre o que faz um economista: seria o equilibrista em um muro. Vê, num lado, o mercado e, no outro, a empresa. Se ficar no muro, talvez possamos pensar nama ação de governo responsável pela regulamentação da atividade privada e da promoção do crescimento econômico com equidade distributiva.
DdAB
Ao mesmo tempo em que parece não ser nada, o economista pode ser tudo. Há muitos objetos de investigação, mas ainda muito difícil no começo disso tudo. Valeu Duilio.
ResponderExcluirDaniel, bom dia!
ResponderExcluirIniciar a semana lendo seu texto, provocou em mim a importância de "provar" que economia é uma ciência que agrega valor à sociedade.
Sempre que possível e na fazenda consigo conexão à internet, leio seus textos e fico feliz em ter um colega com boas ideias.
Uma ótima semana.
Olá João, comentário vindo de você é uma honra. Tenho mesmo problema com a internet, que impede postagens com maior frequencia. Do restante, esperamos novos profissionais para mudar esse jeitao da economia.
ResponderExcluirAbraços
;) Boas dicas e informações.
ResponderExcluirObrigado
ResponderExcluir