segunda-feira, 7 de maio de 2012

Comida, inflação, investimentos e economia.

Uma noticia bem recente relacionada a crise e bastante repercutida na mídia foi a do caso dos Holandeses que estão vendendo sobras de comida como forma de driblar a crise . Se tornou um hábito mais comum na Holanda frequentar bares onde as pessoas podem levar sua própria comida ou até mesmo vender a comida que sobrou em casa após uma refeição.

Além de tais soluções, os holandeses ainda recorrem para a doação de alimentos. Atualmente, só na Holanda, o nível de desemprego já passa de 6%, a porcentagem mais alta em seis anos.

No Brasil, o que foi anunciado mês passado também não é muito animador, apesar de a economia não estar em crise. Em São Paulo, por exemplo, a comida está mais cara e o medo da inflação paira novamente, sendo que os gastos com despesas pessoais, saúde e roupas aumentaram também de maneira significativa.

Por outro lado, os negócios em fastfood e foodservice estão crescendo, também pelo bom desempenho da economia. O maior número de pedidos delivery em São Paulo é de Pizza, e o mercado está aquecido. Já existem empresas como o Jánamesa, que investem nesse serviço e de outros tipos de comida. Ao mesmo tempo que as pessoas frequentam mais os restaurantes, elas também optam por pedir comida em casa quando não estão muito a fim de cozinhar ou até mesmo quando fazem pedido em algum lugar específico.

O número de pessoas preocupadas com a saúde também aumentou, tanto que muitos procuram por opções saudáveis até mesmo em empresas de pedido online como a que já citamos. O crescimento de franquias em shoppings é maior, as pessoas estão procurando mais por restaurantes e opções diferentes então esses negócios aumentam.

Não é a toa que empresas como o Giraffas e Fogo de Chão já cresceram por aqui e agora estão se expandindo para os EUA. Investir no setor é favorável hoje, mas nem sempre o preço pro consumidor é dos mais agradáveis, principalmente em São Paulo ou em países em crise como a Holanda.

Autor: M. Arantes
Blog: Dicas Economia
Descrição: Blog sobre novidades em finanças, economia e negócios.

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12 Comentários
Comentários

12 comentários:

  1. Be m interessante o caso da Holanda, penso que se fosse com o Brasil diriam lá fora que isso é coisa de país pobre (risos).

    Por outro lado, mostra como os agentes se adaptam as situações em que a economia impõem. Talvez seja essa um dos argumentos contra a intervenção do Estado, quando dizem que o mercado se ajusta.

    As expectativas e comportamentos dos agentes econômicos devem sempre ser considerado nas análises. As vezes parece que o Estado acha que somos aleijados.

    Ótimo texto, esteja sempre à vontade para contribuir com este espaço.

    Abs

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  2. Muito Obrigado pela oportunidade sempre bom poder contribuir com outros blogs! A troca é sempre válida! Fico no aguardo do seu artigo para colocar em meu blog!!!

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  3. De todo modo, sempre foi dito que só existiam cães vira-latas em países pobres. Isso porque no países ricos, além do firo, o lixo era muito pobre. E nos países pobres, o lixo era muito rico.
    Tal aspecto, do lixo, pode ser observado ainda hoje nas ruas: invariavelmente, há vasilhas cheias de comida jogada: carne, arroz, feijão, salada, refrigerantes ou sucos pela metade etc.
    Os holandeses, assim, podem estar fazendo algo para poupar. Enquanto por aqui, podem estar fazendo algo mais para gastar, consumir, endividar-se.
    A comida jogada fora hoje, ou desperdiçada nos restaurantes, pode estar mais cara amanhã.
    Particularmente, quando,em restaurantes e sobra comida, peço para embrulhar e levo para casa, sim.

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  4. E seu comentário me fez lembrar daquele povo que importou lixo hospitalar para fazer roupas. Seria esse um tipo de economia sustentável? (risos).

    Acho que nem Keynes concordaria que gastar é sempre o melhor remédio, aliás, se muito não me engano ele disse que essa tarefa é do governo e não nossa neh?

    Abs

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  5. Daniel,

    Esse pessoal que importou roupas ou lixo de outros países são mesmo é ignaros.

    Absurdo importar lixo, alegando reciclagem, ou roupas hospitalares para utilização em outras roupas sem qualquer segurança biológica, epidemiológica, sabe-se lá.

    Ai já seria caso de cadeia mesmo.

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  6. Pois, ontem assisti a uma sessão do STF e tem tuda a ver com o que comentou. Muitos acreditam que as liberdades de mercado devem ser protegidas por si só, mesmo que se apareçam outras questões importantes. Como se o mercado se extingue-se em si mesmo, deixando as questões sociais, de educação e saúde marginalizado.

    É isso..

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  7. Tudo a ver mercado aberto e livre e liberdades de ir e vir, empreender etc.
    Mas, trazer lixo, sem avisar ninguém, sem ser para reciclagem sem segurança sanitária, sem nada, ai não é mercado e nem liberdade.

    Nada que uma cela 2 x 2 não resolva. Uma nesga de sol quadrado ajudaria muito essa gente ignara.

    O mercado é livre, mas tem regras. Fugiu, burlou as regras, tem de ser punido.

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  8. Sim, temos que proteger as regras do jogo, sejam elas pró mercado ou de caráter social.

    Cadeia neles.

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  9. Divulgado agora, em um debate: "...26,3 milhões de toneladas de alimentos são desperdiçadas todo ano no Brasil".(Jornal da Globo News)

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  10. E ai eu me pergunto, de onde vem a sanha de povo pobre desperdiçar tanto? Os tempos mudaram ou as nações ricas aprenderam o fundamento básico da escassez?

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  11. Não sei.
    Mas, popularmente, há um ditado ou uma fala: "...isso é coisa de pobre...".
    Nos tempos politicamente corretos de hoje, alguém pode falar que tal afirmação é preconceituosa.
    Mas, quando a gente vê até mendigos jogando comida fora, mesmo os politicamente corretos hão de convir que além de chatos, não enxergam muito bem.

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  12. mesmo politicamente incorreta, a afirmação é lógicamente correta. rs

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