segunda-feira, 30 de abril de 2012
A vida sem ANPEC
Há muito tempo atrás quando se completava o segundo grau, as famílias das pessoas ficavam orgulhosas com o feito de um dos seus membros. Atualmente, o ensino médio não é mais prova de uma boa educação, quando muitos alunos terminam os estudos e pouco conhecimento foi adquirido. Neste mesmo caminho estão as graduações, seguimos para um tempo onde a graduação não será de grande valia.
É cada vez mais comum que os alunos graduados encaminhem-se para as pós-graduações. Eu mesmo estou finalizando um curso de especialização. Diversos dos meus colegas de faculdade já entraram no Mestrado e muitos outros estão em busca da vaga. Confesso que nunca tive o interesse em pleitear uma vaga no curso de mestrado em economia. Primeiramente, porque eu admiro a teoria econômica, mas tenho preferências pelas questões práticas de mercado. Gostaria de ter mais conhecimento sobre finanças e planejamento empresarial.
Todavia, nos últimos meses penso que o mestrado pode ser algo interessante. Não tenho em mente o status de mestre, muito menos a nobreza de ser professor universitário, mas o intuito único é de adquirir mais conhecimento. Infelizmente ainda não estou pronto para encarar uma ANPEC e seus 300 reais de inscrição, mas quem sabe um dia, me tornarei apto e interessado. Até lá mando notícias.
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8 comentários:
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Já devemos ter chegado nesse tempo.
ResponderExcluirPais de alunos e até mesmo alunos, por incrível que possa parecer, sequer sabem se terminaram ou não o segundo grau.
Quanto mais estarem preparados para algum emprego de maior expressão e remuneração.
Estão entrando no mercado de trabalho, na faixa de R$ 800,00 a R$ 1500,00. Com um pouco mais de experiência, ou sorte, de R$ 1000,00 a R$ 2700,00. Isso, de forma otimista, enquanto durar o aquecimento, o crédito mantido pela liquidez da economia. Ou enquanto prevalecer a crença numa piora mais grave nos EUA e Europa.
E isso, nas áreas de serviços.
Pois é, mas vejo que os brasileiros se importam muito pouco com a educação.
ResponderExcluirEssses dias ouvi de um amigo o seguinte: "Tenho somente o segundo grau, mas tenho um carro e uma casa e ganho bem. 'Fulano' tem ensino superior e está no mestrado e não tem nada disso, quem está melhor? Qual o valor da educação do ponto de vista da realização pessoal?"
É isso...
Obrigado pelo comentário. Abs
Assisti a repetição de um debate sobre o dia do Trabalho, no qual abordaram o emprego e a formação da mão-de-obra.
ResponderExcluirFalaram sobre educação técnica ou educação média tradicional, onde investir mais e com mais urgência?
Os debatedores não chegaram a uma conclusão.
Com certeza, no ano que vem, o mesmo tema e a mesma indagação.
E ai fica fácil. Estão mais disponíveis créditos para casa e carro do que para um curso. Seja médio, técnico, superior ou pós-graduação, ou doutorado ou pós-doutorado.
Verdade, outro ponto interessante. Seria uma boa a nossa querida presidenta ajudar com o crédito ao estudo e parar com essa politica de enfiar qualquer na universidade. A meritocracia já se mudou há tempos deste país.
ResponderExcluiraí,
ResponderExcluirfalando de mim: a vida me sorriu, pois permitiu-me associar meu interesse por estudar economia com -veio muito depois- a profissão de professor. claro que aquilo que eu pensava que seria "estudar economia" foi-se transformando e até hoje -confesso atônito- não sei bem o que é e cada vez vejo que tenho mais coisas para estudar.
no caso do Daniel, entendo que os cursos de economia de empresas poderão saciar o desejo de duas faces: ambições acadêmicas e aplicações práticas.
se tudo tivesse corrido de um certo jeito, depois que me aposentei, eu teria começado a dar consultoria sobre a matriz de insumo-produto da empresa. mas correu de outro, o que me leva a começar a trabalhar na segunda edição de meu livro de teoria dos jogos. mais academia do que vida prática, hehehe.
DdAB
Pois é Duilio, gostaria de ter a mesma sorte. Mas, penso que caso seguisse este caminho e ficasse no campo acadêmico por paixão, não me sentiria triste. É como falou, enquanto se estuda a mente vai mudando.
ResponderExcluirQuanto ao livro, me diga quando estiver nas lojas para eu comprar um exemplar.
Abraços
Pois é, meu sentimento (eu Danielle) é o mesmo descrito nesse texto. Hoje tb estou terminando uma especialização e a grande maioria das pessoas, inclusive professores, me cobram um mestrado. Sinceramente não pensava em fazê-lo, porém acredito que para nós economistas está sendo quase que currículo obrigatório. Eu só espero que um mestrado não vire algo fútil como os cursos de especialização estão se tornando...
ResponderExcluirPois é, parece que o economista não está completo sem o mestrado ou o doutorado não é mesmo? Também espero que esse esforço não seja em vão. Obrigado pela vista e pelo comentário Danielle.
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