segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

É na escola que agente aprende

Há algumas semanas atrás eu disse no que uma pessoa pode ler artigos científicos, acompanhar entrevistas importantes nos sites e televisão, mas o fato dessa mesma pessoa se ocupar ocasionalmente com conteúdos humorísticos ou informais de qualquer espécie não a torna menos inteligente.

Eu, por exemplo, sou um admirador dos programas, blogs e outros conteúdos de humor e nem por isso me sinto inferior. Essa admiração surgiu desde o famoso programa estrelado por Chico Anysio, “A Escolinha do Professor Raimundo”.

Ocorre que tenho observado que nos últimos anos a televisão está sofrendo um ataque estranho de alguns grupos da sociedade. Estamos na onda do “politicamente correto” na TV enquanto impera a imoralidade na vida real.

Acusamos muitas vezes nossos pais de serem caretas, antiquados e etc. Parece que a verdade não é bem essa a verdade, a tolerância com alguns assuntos eram maiores.

Hoje nossa sociedade demoniza o homossexualismo, mas aceita com naturalidade o assalto dos “homens do governo”. Sexo na TV é um escândalo, menos no carnaval onde tudo é permitido. Trinta minutos para compreender quem são as pessoas que irão nos representar é perda de tempo, mas 24 horas para assistir a casa mais vigiada do Brasil é sensacional.

Abaixo, fiz uma seleção de alguns personagens, que se fossem lançados nos dias atuais seriam sumariamente censurados por esta nação de pessoas éticas e distintas.

Gaudêncio

Seu Gaudêncio. O estereótipo do gaúcho machão que não convence. Poderia ser interpretado como uma ofensa a todos os cidadãos do estado do Rio Grande do Sul.

seu peru

Seu Peru. Se estereótipo foi muito usado na Escolinha, ele sem dúvida foi sua obra prima. Um personagem engraçado que exagerava no tom. Seu Raimundo seria acusado de homofobia a cada injúria dita em sua aula.

Suppapau Uaçu

Suppapau Uaçu. Nos tempos atuais, a FUNAI poderia pedir que o personagem fosse retirado do programa. Sua apresentação caracterizava-se pela ideia de que o índio era mais esperto do que pensávamos.

Samuel Blaustein

Samuel Blaustein. Quem nunca ouviu falar da fama de um judeu. Avarento e em busca de lucro a todo custo. Sabemos que toda a generalização é perigosa e esta não é uma exceção.

CATIFUNDA

Dona Catifunda. Essa simpatia de pessoa certamente não seria censurada, na verdade ela nem poderia ser interpretada, visto que nos tornamos avessos ao fumo. Fumar nem na piada.

cacilda

Dona Cacilda. A divertida personagem ninfomaníaca provavelmente não seria um grande problema ainda hoje. Mas foi um exemplo da hipocrisia na afirmação em dizer que hoje os programas estão sem pudor.

Manoela D'Além-Mar

Manoela D’Além-Mar. Ela é uma derivação das antigas piadas de português. Inteligência é a única coisa que a personagem não possui. Uma afronta a toda nação lusitana.

armando volta

Armando Volta. Pior que ser tratado como um burro é ser considerado um povo desonesto. Este personagem conseguia um bom desempenho através de subornos ao ilustre professor.

Apesar do programa ter sido exibido somente nos anos 1980 e 1990, o mesmo era veiculado nas rádios em um formato bem semelhante há pelo menos 20 anos antes.

*Imagens do Google

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