domingo, 28 de agosto de 2011

A vida após a faculdade

Com quatro anos, minha mãe me colocou em uma pré-escola. Lá estive até os seis anos de idade. Não tenho muitas lembranças daquela época, mas sei que aprendi muita coisa, inclusive a ler e escrever. Dos sete aos quatorze, frequentei o ensino fundamental e me orgulho até hoje de se quer ter estudado para uma prova e nunca ter reprovado. Aos quinze, ingressei no ensino médio, uma perda de tempo obrigatória. Digo isso, pois a escola quando não estava em greve, ensinava muito pouco. Aos dezessete, ingressei na Escola Técnica Federal (hoje Instituto Federal de Educação Superior) e me formei em Metalurgia e Materiais. Aos vinte e um, iniciei o curso de Ciências Econômicas na Universidade Federal do Espírito Santo.

Aliás, nesta sexta-feira dia 26 de agosto, completou um ano da colação de grau em que me concedeu o título de bacharel. Pensar que os quatro longos anos foram deixados para trás é algo intrigante. Hoje alguns colegas já iniciaram a pós-graduação (inclusive eu) e outros já estão com suas carreiras alavancadas. Muito mais que os ensinamentos acadêmicos de toda uma vida, são as experiências e amizades que cultivamos nesse período.

Na faculdade, a nota média esperada para a aprovação é 7,0. Em outras palavras, significa que se espera que o aluno absorva 70% do conteúdo indispensável para a vida profissional. Acredita-se que ao menos dois terços de toda ciência econômica apresentada em sala de aula seja entendida pelos graduandos. O que não é algo muito difícil de realizar, tendo em vista os inúmeros conceitos máximos que alguns colegas obtêm ao longo do curso.

Mas há que se questionar sobre a dificuldade da maior parcela. Se é tão difícil obter um conceito mediano em provas durante o curso, qual seria então o conceito a ser atribuído para alguém após a faculdade? Posso afirmar, que após um ano de findado o período acadêmico, muitas ideias já me escaparam, alguns raciocínios mais simples, hoje já são mais complicados para desenvolver.

E isso não é algo que se derive de um ensino ruim ou nada parecido, acontece o mesmo com o conteúdo de ensino fundamental e médio. O volume da esfera, os nomes das caravelas de Cabral, os afluentes do Rio Amazonas, exemplos de orações subordinadas adjetivas restritivas eram conhecimentos que faziam parte da nossa vida, pelo menos por uma época. Hoje é difícil compreender o que sobrou de todos esses anos de estudo.

Na verdade, somente agora podemos criar um juízo mais perfeito do que aprendemos e do que fixamos. Os nossos cérebros encarregaram-se de manter aquilo que nos serve e apagaram definitivamente (shift + delete) o que não representaria mais nada em nosso cotidiano.

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6 Comentários
Comentários

6 comentários:

  1. Cara, que medo que não reunir informações suficientes.. Tô no 4º semestre e tenho dificuldade com coisas do 1º, às vezes. É complicado!

    Feliz um ano de formado!

    Gostei das críticas e dos seus pensamentos expostos aí.

    Abraço!

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  2. com certeza helder o importante eh maximizar a utilidade do nosso conhecimento. abraços

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  3. pegando pelo lado mais alegre, fiquei pensando naquilo que ouvi há tempos e não sei bem de onde: a cultura é aquilo que permanece quando o conhecimento é esquecido.
    DdAB

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  4. e somos , caro duilio, resultado de nossa aprendizagem, com certeza. abracos.

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  5. O que penso, após 6 anos de formado e pela minha vivência, é isto mesmo, nós incorporamos ao longo destes anos de graduação a essência da política econômica. Somos muito diferentes daquilo que éramos quando começamos a realizar a graduação, o difícil não é lembrarmos daquilo que estudamos, o difícil mesmo é sabermos e entendermos o quanto mudamos como pessoa no antes e após a graduação, a ciencia economica tem o objetivo de nos transformar em pessoas que possam transformar o ambiente em que vivemos, e isto eu pude notar somente agora, na área pública, onde sinto que não sou apenas mais um, pelo contrário, tenho conhecimentos que me diferencia e muitos dos demais. É isto.

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  6. Sinto a mesma coisa Maximino, a minha formação me abriu muitas portas e utilizo parte do meu conhecimento para inovar o ambiente de trabalho. Mas sinto por não ter absorvido tudo que era necessário. Enfim, a luta continua...

    Valeu pela visita e pelo comentário.

    Abs

    DSC

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