O conceito de instituição apresentando por Veblen pode ser resumido como sendo o conjunto de valores, regras, normas e a evolução de cada um desses elementos. Essa colocação é abrangente não apenas do ponto de vista teórico, mas supera as tentativas de delimitação real do que representa ou não uma instituição.
Os estudos típicos desses organismos quase sempre estão associados com análises históricas e fundamentos evolucionistas. Explicando de outra forma, uma instituição tem sua face revelada quando explorada sua origem, conhecida suas especificidades e compreendida sua evolução dentro do espaço social e no tempo.
A instituição, em tese, não possui vida própria, a sua personalidade transfigura-se através de seus membros e a sua existência necessita do reconhecimento dos indivíduos. Todavia, qualquer indivíduo agindo isoladamente é absolutamente incapaz de destruir qualquer instituição, assim como é inábil ao tentar criá-la nas mesmas condições.
Esses organismos estão constantemente modificando-se e, por outro lado, as instituições estão quase sempre assumindo o papel de balizador de ações dos indivíduos. Em resumo, uma instituição altera-se pelas ações de indivíduos e outras instituições.
Esse pequeno entendimento sobre a natureza das instituições é necessário para delimitar o seu verdadeiro poder. O questionamento final seria: Até onde a atuação das instituições reflete em benefícios ou prejuízos? Porém, ao longo dos debates a resposta definitiva parece estar cada vez mais longe de ser encontrada. Portanto, a pergunta substituta será: Seria possível uma sociedade sem regras, sem valores e sem normas?
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