domingo, 7 de março de 2010

Meu querido direito II

Não que eu queira aqui denegrir a profissão de alguém. Mas gosto quando os fatos corroboram com a minha opinião.

Em meu trabalho, a minha função está diretamente ligada com o atendimento ao cliente. Obviamente, nessa situação é impossível que todos se sintam satisfeitos. Seja qual for a vontade do cliente, nem sempre é possível agradá-los.

Mas pude fazer uma rápida estatística. Dos que reclamam do atendimento metade são advogados (cabe aqui dizer que são profissionais ligados ao meu ofício). Desses, 100% soltam a pérola:

“Eu sou advogado!”

Pergunto-me:

“E daí?”

Por que não chegam clientes dizendo:

“Eu sou ajudante de pedreiro”

Seria tão legítimo quanto ser advogado. A resposta a esse absurdo, que na cabeça desses profissionais (existem exceções) somente eles conhecem as leis.

As leis são para todos, inclusive para o que delas trabalham. Mas nesse país é assim, leis medíocres e profissionais medíocres.

Viva a exceção.

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