segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Meu querido direito

Um informal comentário sobre o que sou obrigado a ouvir por ai:

Certo dia, estava em um discussão sobre a competência necessária para ser advogado. Em minha humilde opinião, acredito que não seria um bom profissional da área. E neste ponto argumentei que por exemplo, na área penal seria muito difícil agir com imparcialidade diante de um crime confesso.

Uma colega, estudante de direito, veio tentar defender sua função. Uma atitude totalmente aceitável. Argumentou que eu desconhecia os princípios básicos de direito, e que quando não era estudante sua mente era repleta de “moralismo”.

Ao concordar com afirmação, disse que acho difícil que um dia eu pudesse aceitar essa doutrina e me submeter a esse conceito de profissionalismo. A colega se sentiu ofendida por essa afirmação.

Sobre esse episódio queria perpetuar algumas posições:

1- Como é triste quando certas pessoas dissimulam o que agente diz, que mesmo que não tenha ficado claro no meu resumo, foi o que aconteceu.

2- Acho que minha cara colega está no curso errado, pois não é capaz de enfrentar de modo tranqüilo as opiniões contrarias.

3- O conceito de profissionalismo por ela usada difere muito do meu.

Nada contra os estudantes de direito, acho que o curso é excelente. Mas, atendo-nos ao aspecto por mim levantado digo: Se fosse advogado de um criminoso, assassino de três pessoas, que não demonstra nenhum arrependimento. Que necessitasse de buscar brechas na lei para evitar a prisão ou reduzir sua pena. Seria um trabalho muito complicado para mim.

Se é falso moralismo pensar dessa forma, acuso quem pensa assim de criminoso. Pois o direito constitucional de defesa e de todos serão inocentes ate que se prove o contrario não deveria ser usado indiscriminadamente.

Infelizmente é esse direito que garante o prato de comida dos “profissionais”.


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O blog do PET de Economia da UFPE está recheado de coisas interessantes, vale a visita.
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2 comentários:

Hélder disse...

Concordo, plenamente. E já utilizei o mesmo argumento em discussões. Também não me adequaria à profissão.

Abç!
Muito bom!

Daniel Simões Coelho disse...

Obrigado pelo comentário Hélder.