domingo, 8 de novembro de 2009

Economistas amam o passado



Quem conhece a Ciência Física sabe que diversas teorias e paradigmas surgiram e foram superados ao longo da história. Este fato é surpreendente na medida em que, tratamos esse e outros ramos similares de ciência exata como fonte de verdade. Como pode afinal uma ciência exata ser tão volátil?

É muito comum que tratemos a física como fonte de explicações para tudo ao nosso redor, se opõe a essa apenas os fundamentos religiosos. Em outras palavras, esses surgimentos e superações mostram que a verdade de ontem pode não ser a verdade de hoje.

Se isto é valido no campo tão lógico das ciências, que proporções terão as transformações nas teorias no campo social? Os autores mais brilhantes do século XVII e XVIII não possuíam a capacidade de entender as variáveis de nossos dias.

Assim como as teorias da física são superadas pela descoberta de novos elementos, os autores mais atuais das ciências sociais compreendem melhor o atual espaço. Entretanto, da mesma forma que os físicos em meio a “teoria da corda” ou “teoria do caos” não desprezam os avanços obtidos pela “teoria da relatividade” e “teoria newtoniana”, não se pode descartar autores do tempo de Smith.

A tragédia está nos tempos atuais, os economistas parecem querer matar e ressuscitar os velhos autores quase que em todos os momentos. Perderam-se as contas, por exemplo, de quantas vezes Keynes morreu e renasceu. Aparentemente os profissionais contemporâneos não são capacidades de crias suas próprias teorias.

Ninguém pode afirmar que se esperem ideias novas a todo instante, mas se espera de um campo que se denomina Ciência Econômica a capacidade de criar teses e formular argumentos sem usar “as bíblias” dos antigos pensadores como verdade inalterável.

Necessita-se deixar os economistas mortos do jeito que estão, mortos.


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Alunos da PUC-RIO escrevem sobre economia em Espectro Econômico


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2 comentários:

wanessa disse...

Olá Daniel! Esse post é justamente o que penso... Estou graduando em Ciências Econômicas e acho muito interessante você saber manejar os preceitos econômicos assim como um advogado as suas leis, porém me parece ser um curso que estacionou no tempo, onde determinadas teorias que são difundidas, claramente não se aplicam nos dias atuais. Talvez os seus métodos sejam tão facilmente substituíveis que não tenha havido uma necessidade de se alinhar de acordo com o próprio tempo. Didaticamente ela funciona, porém a sua aplicação na doutrina da vida econômica(o que é de suma importância para o profissional formado)se encontra tão estagnada que nos deixa a seguinte dúvida: economista pra onde? economista pra que?

Daniel Simões Coelho disse...

ola wanessa,

Apesar do texto ser um tanto antigo, minha opiniao pouco mudou. A grande questão a ser trabalhada é como o profissional de economia pode fazer a diferença, nao se distanciando muito dos antigos pensadores, mas não permanecendo a eles agarrados.

Obrigado pela visita e pelo comentário.

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