Atualmente nenhum sistema econômico é puro, nenhum é como o que foi idealizado. A própria teoria Neo-Liberal, que é aplicada nos paises de sistema capitalista é uma hipótese de intervenção estatal. No socialismo a tentativa de fazer que o país sobreviva economicamente, exportando alguns produtos e/ou serviços também é uma “invasão” do sistema capitalista no socialismo (como é o caso de Cuba).Porém Sistema econômico híbrido ou misto não é isso. Esse sistema consiste em uma mistura bem mais acentuada dos sistemas capitalista e socialista.
No sistema misto nem todos os meios de produção e atividades geradoras de emprego estão em posse do Estado. Contudo o Estado possui parte da estrutura econômica em pontos estratégicos de modo a ter um controle mais rígido - em relação ao capitalismo - e menos autoritário - em relação ao socialismo - da economia. Entende-se por controle mais rígido o controle direto exercido pelo governo sobre as empresas privadas. E por controle menos autoritário entende-se a possibilidade de haver propriedades particulares e maior liberdade para os cidadãos. Esse modelo com tais medidas tenta garantir não só o desenvolvimento da economia, mas também a qualidade de vida do cidadão.
Se já é difícil explicar como funcionam exatamente os sistemas capitalista e socialista, haja vista que não há uma singularidade quanto ao modelo aplicado nos países, é muito mais complexo explanar a respeito do funcionamento, na prática, do sistema misto.
Na Noruega há aquelas características já citadas do sistema misto e observa-se que está em implantado de forma regular por todo o território. Na Noruega as pessoas são “totalmente livres” assim como no sistema capitalista.
Já na China o sistema não é aplicado em todo o território. A verdade é que a China funciona como se fosse dois países diferentes que tenham os mesmos cofres públicos. Em uma parte a China exerce o sistema capitalista – com direito à propriedade privada, direito de exploração da mão-de-obra por particulares, livre concorrência, lei da oferta e procura. Enquanto na outra parte, socialista, não há nada disso, tendo as pessoas ainda que submeter-se totalmente às vontades do Estado em todas as medidas e decisões por ele tomadas, as pessoas são subordinadas ao governo. No lado capitalista os cidadãos são, como na Noruega, “livres” assim como nos outros paises capitalistas.
Tendo em vista tudo o que já foi dito, pode-se dizer que talvez este seja o sistema do futuro, que tenta conciliar as vantagens dos dois sistemas: O desenvolvimento da economia (pelo lado capitalista) sem deixar os valores humanos de direito dos cidadãos se perderem meio ao mundo selvagem capitalista ( pelo lado socialista). Então a desvantagem talvez seja somente uma perca mínima no grau de desenvolvimento econômico, tendo em vista que a sociedade não será tão explorada pelo sistema. È uma relação custo-benefício no mínimo aceitável.
Ricardo Pereira Batista é graduando em Direito pela Universidade Católica de Goiás, ricardopbatista@yahoo.com.br .
maneiro...
ResponderExcluirEu gostei muito tambem, bom saber que futuros advogados conhecem a economia, hehehe
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