quarta-feira, 21 de maio de 2008

Teorias Econômicas

Foram apresentadas em 3 artigos resumos sobre as principais escolas do pensamento econômico. Neste presente artigo encontraremos as idéias básicas das teorias fisiocráticas, monetarista e Schumpeterianas. Apresentamos anteriormente as teorias clássicas e keynesianas.

FISIOCRATAS:

A Escola Fisiocrata é apontada por um número razoavelmente expressivo de historiadores como a primeira escola de pensamento econômico propriamente dita, embora esse crédito seja dado pela maior parte dos estudiosos à Escola Clássica, certamente porque sua influência foi muito maior e mais duradoura do que a da escola francesa. A sua noção de ordem natural significava simplesmente que eles consideravam que as sociedades humanas eram regidas por leis naturais como as que governam o mundo físico e a vida de qualquer organismo. Acreditando na ordem natural das coisas, o homem não pode utilizar-se de coação para nenhum fim, é a doutrina do laisser faire. Os fisiocratas constituíram a sua escola econômica, em torno de um líder: François Quesnay (1694-1774). Para os fisiocratas, toda riqueza provém da terra, a indústria apenas diversifica o produto e o comércio distribui, apenas a agricultura é capaz de produzir mais do que consome. Sendo importante lembrar que as idéias fisiocratas surgem na época que não existia atividade industrial, ou seja, apenas atividades ligadas ao setor primário, a agricultura. Debatiam contra o modo de produção dos camponeses, mas suas idéias de renovação não se aplicavam ao comércio e as manufaturas. Mas apesar de subestimarem o papel do comércio, defendiam a liberdade do trabalho e do mercado, assim a economia chegaria a um preço bom.

Um pouco mais sobre essa escola aqui.
http://www.infoescola.com/economia/fisiocracia/
http://estudosjornalisticos4.blogspot.com/2006/01/escola-fisiocrtica.html

MONETARISTAS

Milton Friedman (1912-2006) é considerado o expoente máximo dessa corrente de pensamento, além dele podemos destacar Karl Brunner, Allan Meltzer, Philip Cagan e David Laidler. A teoria quantitativa da moeda é a base dessa corrente, com esta sugerem que a inflação é um mero fenômeno monetário, um dos pontos de conflito com a teoria keynesiana. O controle dos instrumentos monetário é que asseguram a estabilidade econômica. Esses pensadores davam ênfase na preocupação com a relação entre moeda, preço e produto. Conhecia, no entanto, as limitações das políticas monetárias, pois acreditavam que estas têm efeitos somente nos resultados nominais da economia. Isso implicava que as atuações das autoridades monetárias são neutras e não devem ser instrumentos a ser utilizados para alcançar o progresso. Assim como todo mainstream defendiam que livre mercado é sinônimo de estabilização econômica. Acreditam na formação das expectativas adaptativas, os agentes mudam de comportamento conforme percebem as mudanças do sistema. Com a ascensão dos novos-clássicos e suas expectativas racionais a Escola Monetarista ficou esquecida.

Um pouco mais sobre essa escola aqui

http://www.ufrgs.br/decon/publionline/textosdidaticos/textodid11.pdf

SCHUMPETERIANOS

São os seguidores de Joseph Alois Schumpeter (1983-1950), a palavra inovação resume a sua teoria. A inovação quando adicionada no processo produtivo muda o equilíbrio de toda economia e permite avanços maiores que qualquer outra medida. Lucros maiores são obtidos com atitudes empreendedoras, o processo de inovação dá origem que conhecemos como “destruição criadora”, um constante processo de renovação dos bens em geral. Para que as inovações ocorram é necessário um livre alcance dessas inovações, que os custos sejam compensados e conjuntura econômica favorável.

Um pouco mais sobre as idéias de Schumpeter:
www.finep.gov.br/revista_brasileira_inovacao/segunda_edicao/ideias_fundadoras_shumpeter.pdf
http://ich.ufpel.edu.br/economia/professores/xavier/Schumpeter_por_Costa.pdf

Existem diversas outras correntes de pensamento, inclusive as que ainda são desconhecidas por este autor. Busquei nesses resumos apontar as mais conhecidas, para assegurar uma base nas argumentações futuras.

Além dessas teorias podemos mencionar, por exemplo, os Ricardianos, Neo-Ricardianos, Neo-Schumpeterianos, Institucionalistas, Desenvolvimentistas e Marxistas.


1 Comentários
Comentários

Um comentário:

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