segunda-feira, 12 de maio de 2008

Teorias Clássicas

Serão apresentadas em 03 artigos resumos sobre as principais escolas do pensamento econômico. Neste presente artigo encontraremos as ideais básicas das teorias: clássica, neoclássica, síntese neoclássica e novo-clássica.

CLÁSSICOS

Foi com Adam Smith (1723-1790) que houve a separação entre política econômica e economia política, esse mesmo autor é considerado pai da economia política. O pensamento clássico se desenvolve na segunda metade do século XVIII e no século XIX. Compreendem o capitalismo como pertencente a uma dinâmica do processo produtivo, trazidas pela Revolução Industrial. Adam Smith afirma que não é a quantidade de bens valiosos como prata e ouro que determina a riqueza de uma nação, mas o trabalho é que da origem a prosperidade. Em consequência desse pensamento, qualquer mudança que permita melhores resultados das forças produtivas torna a nação mais rica. A principal delas - além da mecanização - é a divisão social do trabalho, um pilar para ideia de rendimentos crescentes. A escola também aborda as causas das crises econômicas, as implicações do crescimento populacional e a acumulação de capital. Acreditam, entre outras coisas, no pleno emprego; nos axiomas da ergodicidade (que os eventos quando repetidos podem ser previstos matematicamente); flexibilidade de preços e salários; liberalismo econômico; equação quantitativa da moeda. Os clássicos elaboram o conceito de racionalidade econômica, no qual o indivíduo deve satisfazer suas necessidades sem se preocupar com o bem-estar coletivo. Essa busca egoísta e competitiva, no entanto, estaria na origem de todo o bem público porque qualquer intervenção nessas leis naturais do comportamento humano bloquearia o desenvolvimento das forças produtivas. Usando a metáfora econômica de Smith, os homens, conduzidos por uma "mão invisível", acabam promovendo um fim que não era intencional. Entre os diversos autores pertencentes à Escola Clássica se destacam o francês Jean-Baptiste Say (1767-1832) e os ingleses Thomas Malthus (1766-1834) e David Ricardo (1772-1823).

Um pouco mais sobre essa escola aqui
http://pt.wikipedia.org/wiki/Categoria:Escola_cl%C3%A1ssica
http://www.economiabr.net/economia/1_hpe4.html

NEOCLÁSSICOS

A escola surge no fim do século XIX com o austríaco Carl Menger (1840-1921), o inglês William Stanley Jevons (1835-1882) e o francês Léon Walras (1834-1910). Posteriormente se destacam o inglês Alfred Marshall (1842-1924), o austríaco Knut Wicksell (1851-1926), o italiano Vilfredo Pareto (1848-1923) e o norte-americano Irving Fisher (1867-1947).Não é muito simples estabelecer uma diferença entra a teoria clássica e a neoclássica. Esta compreende a maioria dos paradigmas clássicos e aprimora outros. Negam de certa forma a teoria do valor dos clássicos, é importante destacar que o erro dos clássicos acerca da teoria do valor permitiu que Marx construísse sua teoria da mais-valia e por extensão a teoria da exploração. Uma vez refutada a teoria do valor-trabalho (estrutura das teorias de Marx), cai por terra todo o edifício teórico erigido por Karl Marx em O Capital. Utilizam pressupostos que asseguram o equilíbrio, não acreditam na luta e diferença entre classes e negam o caráter progressivo do capitalismo. Os neoclássicos negam a teoria clássica do valor-trabalho. Amparados pelas idéias do filósofo inglês Jeremy Bentham (1748-1832), criador do utilitarismo, eles afirmam que o valor de um produto é uma grandeza subjetiva: relaciona-se com a utilidade que ele tem para cada um. Essa utilidade, por sua vez, depende da quantidade do bem de que o indivíduo dispõe. Dessa maneira, o preço das mercadorias e dos serviços passa a ser definido pelo equilíbrio entre a oferta e a procura. Essa lei do mercado, para os neoclássicos, conduz à estabilidade econômica. Os economistas dessa escola acreditam que a quantidade de moeda afeta apenas o nível de preços de uma economia; há uma igualdade em relação à níveis de investimento e poupança (sendo que a poupança determina o investimento), onde a taxa de juros funciona como o preço regulador. Toda a teoria sofre mudanças no decorrer do tempo, aprimoram as já existentes e buscam tornar seus modelos cada vez mais aplicáveis a realidade.

Um pouco mais sobre essa escola aqui
http://pt.wikipedia.org/wiki/Economia_neocl%C3%A1ssica

SÍNTESE NEOCLÁSSICA
A síntese neoclássica foi uma tentativa de unir os casos gerais aos particulares das teorias neoclássica e keynesiana. Os pensadores desse grupo por vezes são chamados de velhos keynesianos. O desenvolvimento da síntese neoclássica teve destaque com os economistas Hicks, Hansen, Samuelson, Solow, Modigliani, Patinkin e Clower. A idéia fundamental é apresentar uma estrutura analítica comum às duas teorias. Foram responsáveis pela construção do modelo IS-LM; a analise de estáticas comparativas de economias diversas; aplicação dos microfundamentos à macroeconomia. Concluíram que se os preços são flexíveis a economia chega ao pleno emprego; o papel das expectativas e incerteza fica em segundo plano; adicionam o papel do fenômeno “armadilha da liquidez” na macroeconomia. Observe que os pontos keynesiano dessa síntese são fracos e pouco relacionam-se com a verdadeira teoria de Keynes.

Um pouco mais sobre esta escola aqui:
www.joseluisoreiro.ecn.br/arquivos/aula1.ppt
www.bnb.gov.br/content/aplicacao/Eventos/ForumBNB2007/docs/uma-perspectiva.pdf

NOVOS-CLÁSSICOS

LucasDiversos pensadores contribuíram para a formação da Escola Novo-Clássica, entre esses destacam-se John Muth (1930-2005), Robert Emerson Lucas (1937), Thomas Sargent, Wallace Tyner. Diversos autores acreditam que essa escola pouco contribuiu para a formação da teoria macroeconômica. Mas ainda assim podemos relacionar diversas percepções sobre a referida teoria. Trabalharam na microeconomia em modelos de maximização das funções utilidade e do lucro; na teoria econômica, na formação das expectativas racionais; em mecanismos de equilíbrios automáticos do mercado; na construção do que viria a ser a oferta agregada; e na analise do choque de oferta.

Um pouco mais sobre esta escola aqui:
http://temaseconomia.blogspot.com/2006/12/novos-clssisos-x-novos-keynesianos.html
http://economiaemdebate.blogspot.com/2007/04/novos-clssicos-x-novos-keynesianos.html


4 Comentários
Comentários

4 comentários:

  1. Interessante os comentários acerca dos autores e pensadores da economia.

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  2. obrigado anonimo, espero que ajude em algo.

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  3. josé roberto chaim3 de setembro de 2012 01:26

    Pelas informações dos textos, percebe-se que os cursos de graduação em economia atualmente, utlizam-se nas disciplinas ligadas a macroeconomia, uma mescla das escolas neoclássicas, sintese neoclássica e novo clássica; e nas disciplinas ligadas a microeconomia as idéias de utilidade e maximização do lucro dos neoclássicos. Normalmente esta conclusão só fica clara com informações contidas em blogs e sites como este, Parabéns!

    José Roberto Chaim
    estudante de economia - esalq-usp

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  4. José, algumas teorias contribuem mais para a macro e outras para a micro. mas essa divisão é apenas didática, ambas se afetam. Dependendo da faculdade, é dado mais destaque a uma teoria que a outra. Abraços.

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