quarta-feira, 12 de setembro de 2007

Fim do Mundo




Será que é o fim do mundo?

Tudo de cabeça para baixo.

É mulher que mata o marido, filho que estupra a mãe, pai que espanca a filha...

Certo dia na faculdade ouviu o seguinte:

“Com a grande disparidade social, as pessoas ficam cada vez mais preocupadas e aquelas que não possui quase nada, passam para o mundo do crime. E você que que talvez tenha alguma coisa a mais, passa a ser alvo destes mortos de fome, pobres coitados, vitimas da exclusão e da falta de oportunidades.”

Tudo bem.

Acreditemos nisso. E os fatos mencionados no começo do texto? É a pobreza que leva tais situações e muitas outras ainda não mencionadas. E como se justifica aqueles jovens abastardos que espancaram uma domestica em um ponto de ônibus achando que era uma prostituta? O que dizer destas festas em que esses playboyzinhos se drogam e saem pelas ruas cometendo suas barbáries? O que falar destes mesmos infelizes que participam do tráfico?

Vem àquela mesma pergunta, eles precisam disso?

Me disseram uma vez que eu trabalho com exceções.

Será?

Cada vez me convenço que não. Não acredito que exceções apareçam assim com tanta freqüência.Mas ta, e daí, escrever e escrever é muito fácil. Se indignar e mostrar a sua revolta é muita mais fácil ainda. Se lerem o meu blog e no post sobre contradição perceberá o que eu to falando.

Enfim, sei que não adianta mostrar minha indignação e não mostrar soluções e se não tiver soluções é melhor ficar calado. Mas não é uma fuga pela tangente, mas esse problema não tem soluções tão simples.

Existe uma teoria no campo a economia que diz que o Estado deve ter sua presença mínima nas questões econômicas. Outros radicalizam, dizem que o único papel do governo é cuidar da segurança. Confesso que me atrai certos pensamentos dessas correntes, mas não por completo. Sei ainda, que é papel sim do Estado cuidar da segurança, mas o problema deve ser tratado pela raiz.E acredito que a raiz desse problema não e totalmente influenciada pelas decisões do governo. Acredito que elas estejam na família, na educação e no exemplo. Posso ter opiniões antigas, mas pelas minhas observações não acredito que esteja enganado.Não acredito, no entanto, que os pais sejam culpados pelas atitudes dos filhos, é claro que há uma responsabilidade, mas não única.

O que venho tentando dizer, é que não adianta aumentar contingente de policiais, penitenciarias, criarem leis mais severas e etc. (funções do Estado). Mas sim evitar que os cidadãos se tornem criminosos.

Como? Avaliando qual é o motivo do mesmo?

Parece difícil? E é... Mas pior ainda é ficar sentado assistindo a Fátima e o Willian nos passando noticias umas mais aterrorizantes que as outras.Ficar numa cadeira digitando protesto não adianta mesmo...

Você tem filho? Eduque.

Você tem irmão, amigo ou alguém que precise de uma conversa legal? Converse.

Você sabia que alguém do seu lado precisa de ajuda? Descubra.

Você não pode mudar o mundo, mas pode mudar o mundo que está em sua volta. Pelo menos eu to tentando.


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